“Voz de bebê” aliada ou vilã na comunicação entre pais e filhos?

Pesquisas científicas são sempre difíceis de acompanhar, mas no caso do uso de voz de bebê com os pequenos há várias que apontam resultados distintos.

Vamos conhecer um pouco delas e buscar entender se a voz de bebê, também conhecido como tatibitate, é uma aliada ou vilã na comunicação entre pais e filhos.

 

A Voz de bebê como aliada

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, provaram em estudo divulgado em 2016 que as crianças compreendiam melhor as informações quando suas ondas cerebrais estavam sincronizadas com suas mães.

As principais formas de obter esta sincronização era quando as mães se comunicavam com os pequenos imitando a forma como eles falavam, ou seja, com voz de bebê. Além disso, o uso de canções infantis também se mostrou extremamente eficaz para estabelecer comunicação e entendimento das crianças.

Por mais que a pesquisa se voltou para a relação entre bebês e suas mães, Victoria Leong, cientista responsável pelo estudo aponta o mesmo pode ser aplicado para pais ou outras pessoas próximas.

 

A Voz de bebê como vilã

Muitos estudiosos – entre sociólogos, linguistas, psicólogos, educadores e pediatras – afirmam que a voz de bebê é extremamente prejudicial ao desenvolvimento da criança. Esta corrente de pensamento afirma que, para falar e compreender bem, a criança precisa ouvir as pessoas interagindo através da forma padrão da língua.

Isso significa evitar todos os diminutivos e alterações no tom de voz que são característica da voz de bebê.

Estes especialistas defendem que os pais, além de falar normalmente com as crianças, devem tentar corrigir esta forma de linguagem de forma natural, tendo em mente que ele é o exemplo.

Uma das formas para isso é, quando a criança diz “aga” ao se referir a água, o pai deve responder: “Você quer água?” e assim desenvolver várias frases em seguida.  Desta maneira, o pequeno vai ouvir mais vezes a forma correta de falar aquela palavra e vai assimilar corretamente o contexto que a aquela palavra tem e deve ser usada. Interessante, não?

E você, o que acha desta discussão toda? Como funciona na sua casa, se usa ou não voz de bebê? Conta para a gente!

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