Sobre vacinas

Existem alguns grupos de pais – felizmente poucos – que deixam de dar vacinas nos seus filhos baseados em “achismos” perigosos. Tudo na ciência das vacinas nos faz crer que elas apenas reduziram as chances de termos muitas e graves doenças.

Recentemente, um programa de um site de streaming disponibiliza um documentário no qual pessoas relatam opção por não vacinar seus filhos para coqueluche, mas a história é bem o contrário do senso “comum”. Nesse documentário as pessoas afirmavam medo de efeitos colaterais e por isso não vacinavam seus filhos. Contudo, justamente a vacina para coqueluche, é uma das mais eficazes e a população em maior risco é exatamente aquela que ainda não foi vacinada, normalmente os menores de dois meses. Nesses a coqueluche assume aquela forma grave aonde a criança tem episódios de crise com uma tosse horrorosa, na qual fica sem oxigênio e pavorosamente roxinha. Mais recentemente um trabalho do JAMA mostrou que as crianças com coqueluche na infância acabam com maior risco de ter crise convulsiva na vida adulta.

O efeito colateral mais comum é uma febre, algumas vezes alta, e um pouquinho de incomodo no local da vacina. Confesso que como pediatra e mãe não trocaria risco algum de crise convulsiva na vida adulta por uma febre na infância. E é verdade também que existem, mesmo para coqueluche, vacinas melhores que outras, discuta com seu pediatra e mantenha seu bem precioso em segurança.

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Até. – Dra. Débora M. Miranda

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