Por quê os bebês choram?

O choro constante de um bebê e as inúmeras razões que podem justificar esse comportamento apresentam-se, frequentemente, como razões para altos níveis de estresse e angústia dos pais. É comum ouvir relatos de pais frustrados que ficam meses sem dormir devido ao choro do filho todas as noites, e afirmam que muitas vezes não são capazes de compreender os motivos e consequentemente, não sabem como atender adequadamente as demandas do filho.

A intensidade e a frequência desse choro variam de acordo com a idade do bebê, por exemplo, nos primeiros cinco meses de vida eles choram mais e por motivos variados, mas é a voz do bebe e deve ser atentamente ouvida e compreendida. Depois desse período, o choro passa a apresentar um caráter mais intencional e contextualizado. Além da idade, existem os fatores individuais, ou seja, há aqueles bebês que são mais reativos, que respondem mais negativamente, ou seja, chorando, e há outros que apresentam dificuldades para dormir e se alimentarem.

Quando o choro apresenta-se de maneira extrema e ininterrupta em horários específicos e em especial nos primeiros três meses de vida pode ser considerado um problema clínico, normalmente chamado de “cólica”.

Sendo assim, é importante ressaltar que cerca de 25% choram mais do que 3,5 horas por dia e 25% choram menos do que 1,75 horas. Além de que não há uma quantidade específica de choro que possa caracterizá-lo como anormal ou não, porém se os pais acreditam que está em excesso e não sabem o que fazer para lidar, é importante que eles procurem a opinião de um profissional especializado.

Mas vale lembrar que os estudiosos afirmam que a maioria dos bebês que choram muito, aproximadamente 95% deles, possuem um desenvolvimento típico, indicando que o choro não é sinal de nenhuma anormalidade do bebê ou dos cuidadores. Portanto, o choro inicial dos bebês faz parte do seu desenvolvimento normal, e as consequências emocionais a longo prazo desse comportamento podem ser compreendidas pela forma como os cuidadores interpretam e respondem ao choro. Dessa forma, não se esqueçam: muito conforto e atenção às demandas dos bebes, mas também sabedoria em ouvir a voz e o que eles realmente precisam.

Ana Luíza Costa Alves

Fonte: Barr, RG. (2006) O choro e sua importância para o desenvolvimento psicossocial da criança

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Juliana Guntert

Professora, formada em letras e administração e com técnico em comércio exterior. Tem como aspiração de vida poder conversar com o mundo inteiro.