Maria Regina Moura Ribeiro e Artur Araújo

Ah, que saudades das amizades de outrora...
Quando os amigos eram para todas as horas,
quando a gente se encontrava sempre.
Era na hora da alegria, tristeza ou doença,
não fazia diferença...
Hoje, amigo, somente o vejo na boa hora.
Mas o que será boa hora sem você?

Sinto falta de estar com você, querido amigo;
sinto falta de abrir a porta e receber o beijo inesperado;
sinto falta do "Vim vê-la, dar-lhe um abraço apertado ";
sinto falta do telefonema para saber se a noite foi tranqüila;
sinto falta do "Trouxe uma sopa que vai levantá-la rapidinho";
sinto falta até da "Visita de médico, só vim lhe emprestar este livro..."
Sei que você me quer bem e, quando eu sarar, tudo vai ser diferente.
Ou a vida continuará sem você.

Lembro meu amigo Artur Araújo, que escreveu:
"Amigo é alguém de quem você
hoje se despede para encontrá-lo mais amigo amanhã,
na saudade do novo encontro.
Porque não é senão nas horas incertas
que se conhecem os verdadeiros amigos,
pois foi de tal maneira que se criaram laços
que nada os separará de nossa convivência
já que a amizade é a alma em dois corpos."
Será você este amigo?

São Paulo, 17 de novembro de 2006 (6:12hs)
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