Promovendo a autonomia no desenvolvimento da criança

Algumas atitudes dos pais podem boicotar o desenvolvimento da autonomia da criança. Saiba como evitar que isso aconteça.

Um aspecto muito importante do desenvolvimento da criança é a aquisição gradual de autonomia na realização de tarefas, na tomada de certas decisões e nos relacionamentos interpessoais.

Muitas vezes, por zelo, para evitar que sofram ou mesmo pela pressa da vida cotidiana, os pais e cuidadores acabam realizando, resolvendo e escolhendo no lugar dos filhos. Essas atitudes, embora bem-intencionadas, podem prejudicar o desenvolvimento da criança em certas habilidades cruciais.

Para evitar a superproteção e estimular a autonomia, confira algumas atitudes que os pais e cuidadores podem tomar:

  • Deixar a criança brincar no chão e explorar ambientes abertos sob supervisão. Evitando, dessa forma,  que fique apenas no cercadinho.
  • Sempre que o tempo permitir, estimular a criança a realizar as atividades que já tem capacidade de fazer sozinha, como escovar os dentes, ir ao banheiro ou vestir-se.
  • Quando a criança estiver aprendendo algo novo, evitar dizer que ela não consegue fazê-lo. também não mencione que ela não é capaz ou que ficou malfeito.
  • Em caso de brigas na escola, procurar, como primeira alternativa, orientar a criança a tentar resolver o mal-entendido. Isso deve se feito antes de partir para a conversa na diretoria ou diretamente com os pais do coleguinha.
  • Oferecer suporte nas tarefas e estimular que insista até conseguir, antes de realizá-las pela criança.
  • Deixar que a criança carregue seus pertences escolares e os organize, mesmo que alguma supervisão seja necessária. Não carregar a mochila escolar por ela.
  • Permitir um acesso monitorado e gradual à tecnologia, de acordo com a idade, ao invés de proibi-lo terminantemente.
  • Sempre cobrar responsabilidade. Se a criança se comprometeu a fazer algo e não fez, sempre que possível, lembre-a do que deve ser feito.
  • Deixar que a criança assuma consequências do que fez, não como uma punição desnecessária, mas sim para que ela perceba que suas atitudes ou falta delas têm efeitos, às vezes desagradáveis. Embora seja tentador encobrir consequências, é importante deixar que a criança aprenda a lidar com elas, e, se possível, repará-las. Aqui, o monitoramento e o diálogo são essenciais.

Atitudes como essas são valiosas no desenvolvimento da criança. Deixar que elas façam sozinhas, muitas vezes, estimula o desenvolvimento de habilidades emocionais como autoconfiança, segurança de si e independência, características que serão importantíssimas ao longo da vida, até a vida adulta.

 

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Desenvolvimento/noticia/2017/02/10-atitudes-dos-pais-que-boicotam-autonomia-das-criancas.html

 

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